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domingo, 23 de janeiro de 2011

340) Manual de Estágio e Trabalho de Conclusão de Curso


Essa postagem é para os inúmeros pedidos que tenho recebido por e-mail de tecnólogos em radiologia sobre como fazer um relatório sobre o estágio de radiologia. Com pequenas mudanças, este relatório também serve para os técnicos. Esse modelo foi feito por um aluno da UNIFENAS.


MANUAL DE ESTÁGIO EM TECNOLOGIA DE RADIOLOGIA E TCC

O que é Estágio ?
“É o período de exercício pré-profissional, em que o estudante permanece em contado direto com o ambiente de trabalho, desenvolvendo atividades fundamentais, profissionalizantes ou comunitárias, programadas ou projetadas, avaliáveis, com duração limitada e supervisionada”.

Objetivos do Estágio:
 Proporcionar ao estudante a oportunidade de desenvolver suas habilidades e analisar situações reais de vida e trabalho de seu meio.
 Complementar o processo ensino-aprendizagem através da conscientização das deficiências e incentivar a busca de aprimoramento social, cultural e profissional.

São atribuições do Tecnólogo em Radiologia:
 Respeitar a vida humana e não cooperar em ato que voluntariamente se atente contra ela, ou que coloque em risco a integridade física ou psíquica do ser humano;
 Respeitar o direito do usuário de decidir sobre sua saúde e seu bem estar;
 Informar e assessorar o paciente sobre a realização do exame;
 Investigar junto ao paciente ou responsável, a viabilidade do uso de contraste durante o exame;
 Assumir a responsabilidade pela identificação do paciente;
 Verificar se o paciente está apto a entrar no local de exame;
 Fornecer ao paciente e/ou acompanhante os equipamentos de EPIs necessários durante a execução do exame;
 Fazer anamnese e conferir dados com o pedido de exame;
 Executar o exame com precisão, profissionalismo e dedicação;
 Liberar o paciente somente após a autorização do médico-radiologista ou responsável técnico pelo exame;
 Manter sigilo sobre o resultado do exame;
 Conferir os dados do exame, registrá-lo e entregá-lo para o médico-radiologista responsável, para a elaboração do laudo.

Aspectos éticos da profissão de Tecnólogo em Radiologia:
A Tecnologia em Radiologia é uma profissão a serviço do ser humano e tem por fim a prevenção, a promoção, a proteção e a recuperação da saúde, individual e coletiva. O Tecnólogo em Radiologia atuará sempre com maior respeito à vida humana e liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem, mantendo o princípio básico de que o homem é o sujeito através do qual se expressa a totalidade única da pessoa. A dimensão ética da profissão de Tecnólogo em Radiologia está determinada, em todos os seus atos, em benefício do ser humano, da coletividade e do meio ambiente, sem discriminação de qualquer natureza. A fim de que possa exercer a profissão com honra e dignidade, o Tecnólogo em Radiologia deve dispor de boas condições de trabalho e merecer justa remuneração por seu desempenho. Ao Tecnólogo em Radiologia cabe zelar pelo perfeito desempenho ético do local de trabalho e pelo prestígio e bom conceito da profissão. É dever do Tecnólogo em Radiologia recorrer ao aprimoramento contínuo de seus conhecimentos, colocando-os a serviço da saúde, da sua pátria e da humanidade. A profissão de Tecnólogo em Radiologia não pode, em qualquer circunstância ou de qualquer forma, ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. O Tecnólogo em Radiologia não pode se deixar explorar por terceiros em seu trabalho com objetivo de lucro ou finalidade política ou religiosa.

Estágio Curricular Supervisionado em Tecnologia em Radiologia:
O estágio curricular supervisionado é parte integrante do currículo pleno dos cursos superiores em Tecnologia em Radiologia e deverá ser cumprido pelo aluno para a integralização da carga horária total exigida. Como as demais disciplinas, está sujeita às normas estabelecidas pela Universidade. O estágio curricular supervisionado poderá ser realizado a partir do 5º período da Seqüência Curricular desde que o aluno tenha cursado e sido aprovado em todas as disciplinas até o 4º período. O estágio curricular supervisionado em Tecnologia em Radiologia tem por objetivo principal permitir ao aluno estagiário reconhecer fatores que influirão decisivamente no exercício da profissão de tecnólogo em radiologia.

Áreas de atuação:
Inúmeros são os campos de atuação para o Tecnólogo em Radiologia, que através do conhecimento técnico-científico, ética, planejamento e organização, evidenciarão seu grande potencial na conquista de novos espaços de trabalho.
 Execução de exames;
 Supervisão do Setor de Imaginologia;
 Supervisor de Radioproteção;
 Docência;
 Área de Pesquisa;
 Laudos Radiométricos;
 Representação de equipamentos e acessórios (vendas);
 Application;
 Implantação de sistemas de controle de qualidade;
 Digitalização de imagens.

Local de execução do estágio:
O estágio poderá ser realizado na comunidade em geral junto ás pessoas jurídicas de direito público ou privado, em unidades que tenham condições de proporcionar experiência na área de formação do estagiário, sob a supervisão de profissional de nível superior da área de Radiologia e sob a coordenação da instituição de ensino. O Tecnólogo em Radiologia é um profissional capaz de atuar em atividades que utilizam radiação ionizante, diagnóstico por imagem, acompanhando a complexidade dos avanços tecnológicos e suprindo a crescente demanda por profissionais com alta qualificação para atender a um mercado de trabalho que tende a ser cada vez mais exigente. O Tecnólogo em Radiologia, sendo conhecedor de física das radiações e seus efeitos, equipamentos e exames de diagnóstico por imagem, legislações específicas, e controle de qualidade poderá ocupar áreas mais específicas no mercado de trabalho.

Na Medicina
As imagens ajudam a identificar as alterações e patologias em órgãos internos do corpo humano através de exames. As radiações são também utilizadas em procedimentos terapêuticos.
 Radiologia Convencional e Digital
 Radiologia Veterinária
 Radiologia Odontológica
 Mamografia
 Densitometria óssea
 Medicina Nuclear
 Hemodinâmica
 Tomografia Computadorizada
 Radioterapia
 Ressonância Magnética
 Digitalização de imagens
 Gestor de qualidade (pcq)
 Dosimetria e Radioproteção

Na Radiologia Forense
A Radiologia Forense é uma técnica de autópsia não invasiva. São exames radiológicos realizados através de aparelhos de Raios X utilizados para o diagnóstico forense com o objetivo de auxiliar o Médico Legista a avaliar e obter um resultado mais rápido e preciso. A Radiologia possibilita a identificação, detecção e extração de corpos estranhos como, por exemplo, projétil de arma de fogo. Tem-se usado também para estudo de peças anatômicas. O exame radiológico do cadáver e dos restos ósseos colabora juntamente com os demais exames relacionados com o campo da patologia forense.

Na Engenharia
São utilizados os aparelhos para rastrear estruturas metálicas e tubulações de edifícios escondidas sob o concreto ou a fuselagem de aeronaves.

Na indústria Farmacêutica e Alimentícia
O Tecnólogo em Radiologia atua juntamente com os físicos e engenheiros de alimentos na operação de fontes radioativas, empregadas na esterilização de medicamentos e alimentos. Dedica-se também a projetos de pesquisa para melhorar a imagem e a segurança dos aparelhos.

Locais onde poderão ser realizados os estágios curriculares supervisionados:
 Hospitais, Clínicas de diagnóstico por imagem;
 Correios;
 Aeroportos;
 Portos;
 Indústrias Alimentícias;
 Meio Ambiente;
 Agricultura;
 Indústrias Farmacêuticas e outras;
 Hidrologia.

Estando estes estabelecimentos conveniados com a Instituição de Ensino na qual o estudante fez o seu curso, que por sua vez, deve estar devidamente regulamentado nos órgãos competentes de fiscalização, revisão e atualização.

Avaliação do Estágio:
A avaliação do Estágio Curricular será feita pelo Supervisor de Estágios da Unifenas e por mais um professor do curso designado pela Coordenação do Curso de Tecnologia em Radiologia. Será solicitada ao Supervisor do Estágio do setor ou setores da Empresa/ Instituição onde for realizado o estágio o preenchimento da Ficha de Avaliação de Estagiário (formulário em anexo), onde constará a declaração da carga horária cumprida. Será considerado aprovado o estagiário que cumprir a carga horária da disciplina de Estágio Curricular estabelecida no currículo do Curso de Tecnologia em Radiologia, de 400 horas, não podendo ultrapassar 24 horas semanais e obtiver nota mínima para aprovação estabelecida pela instituição de ensino em questão.


 
Atividades a serem desenvolvidas pelo aluno no Estágio Curricular em Tecnologia em Radiologia:
 Realizar as atividades comuns do estabelecimento sem alterar o andamento dos costumes, sempre com espírito de colaboração;
 Responsabilizar-se pela função determinada pelo supervisor do estágio;
 Comportar-se de maneira profissional nas resoluções dos problemas;
 Assegurar a qualidade dos serviços prestados a cada usuário;
 Zelar pelo material da empresa;
 Aceitar críticas, pensar a respeito e tirar proveito dos ensinamentos;
 Assumir seus erros, corrigi-los e aprender com eles procurando não repeti-los;
 Vestir-se profissionalmente;
 Elaborar relatório final do estágio de acordo com o roteiro para elaboração de relatório apresentado a seguir.


ORIENTAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR
EM TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA:

DOCUMENTAÇÃO
 Solicitar ao Supervisor de Estágio da instituição de ensino a Ficha de Cadastro que deverá ser preenchida, carimbada e assinada pelo proprietário e/ou pelo Supervisor e enviada para aprovação antes do início do estágio, quando o local não for conveniado com a Unifenas.
 O Supervisor de Estágios da Instituição de Ensino deverá montar uma pasta de estágio do aluno na Coordenação do Curso e arquivar a Ficha de Cadastro da Empresa credenciada.
 Somente depois de credenciado o Laboratório receberá o Termo de Convênio (para Empresas não conveniadas) e o Termo de Compromisso (para todas) que deverão ser preenchidos e enviados para a UNIFENAS - Faculdade de Tecnologia em Radiologia antes do início do estágio;
 Cuidado ao preencher os documentos para não haver rasuras, erros e espaços em branco;
 Os Termos de Convênio e Compromisso deverão ser assinados e carimbados pela Empresa Concedente;
 Os termos acima deverão ser preenchidos em três (3) vias que retornarão à UNIFENAS para assinatura: uma via será enviada à Empresa Concedente, a outra será arquivada na pasta do aluno estagiário, e a terceira será arquivada pela Coordenação do Curso de Tecnologia em Radiologia;
 O aluno deverá preencher o Relatório Diário das atividades desenvolvidas em que constará a assinatura do supervisor de estágio todos os dias, sendo também carimbado e assinado ao final do período de estágio, para ser anexado ao relatório;
 É responsabilidade do supervisor do estágio o preenchimento da Ficha de Avaliação do estagiário que deverá ser carimbada, assinada e anexada ao relatório final de estágio do aluno.
 Ao final do relatório anexar a Ficha de Avaliação Final.
 
 
 
APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO:
 O Relatório de Estágio será protocolado na secretaria acadêmica do Campus para encaminhamento ao Supervisor de Estágios da Instituição de Ensino;
 Ao receber o Relatório de Estágio do aluno o Supervisor deverá verificar se todos os documentos referentes ao estágio encontram-se na pasta do aluno estagiário devidamente preenchidos, carimbados e assinados;
 A elaboração do relatório de estágio deverá seguir o roteiro estabelecido neste Manual de Estágios.

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA:
 O relatório deverá ser apresentado em papel branco de formato A4 (21 x 29,7cm).
 Recomenda-se para digitação a utilização da fonte arial ou times new roman, tamanho 12 para texto e tamanho 10 para notas de rodapé.
 O relatório deverá ser apresentado de modo legível, através de documento digitado com 1,5 de entrelinhas (exceto nas referências bibliográficas, que devem ter espaço simples 1 e separada entre si com dois espaços simples.).
 Para efeito de alinhamento, deverá ser utilizado o alinhamento justificado (opcional).
 As margens terão as seguintes dimensões:
 Margem superior - 3,0 cm
 Margem inferior - 2,0 cm.
 Margem esquerda - 3,0 cm
 Margem direita - 2,0 cm
 Todo parágrafo deverá ser iniciado no 11° espaço (1,25 cm), a partir da margem esquerda.
 O título de toda divisão principal será escrito em letras maiúsculas, alinhado à esquerda, sem pontuação, iniciando-se o texto a dois espaços de 1,5 cm.
 Todas as folhas do relatório, a partir da folha de rosto, deverão ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a partir da primeira folha da parte textual que não contenha título, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.
 A última palavra da página não deverá ser dividida, a palavra deverá ir para a página seguinte.
 A encadernação ficará a critério do aluno e da Coordenação de Estágio.

PADRONIZAÇÃO ESTRUTURAL

1. CAPA
Elemento obrigatório. Para a proteção externa do trabalho, na seguinte ordem
 nome completo do aluno
 título
 nome e local da instituição onde deve ser apresentado o estágio
 ano da entrega.

2. FOLHA DE ROSTO
Idêntica à capa, porém deve incluir o título pleiteado. É elemento obrigatório
 nome completo do aluno
 título
 nome da área onde o estágio for realizado
 nome e cargo do supervisor
 nome e local da instituição onde deve ser apresentado o estágio
 ano da entrega

3. DOCUMENTOS
Elemento obrigatório. Neste ítem devem ser apresentados os seguintes documentos:
 Relatório Diário de Atividades
 Ficha de Avaliação do Estagiário
 Ficha de Avaliação Final

4. DEDICATÓRIA
Elemento opcional, sem título e sem indicativo numérico. Onde o aluno presta homenagem ou dedica o seu trabalho.

5. AGRADECIMENTOS
Elemento opcional, deve ser centralizado. Dirigido aqueles que contribuíram de maneira relevante para a realização do estágio.

6. RESUMO
Elemento obrigatório deve ser centralizado. Consiste na apresentação concisa dos pontos relevantes do estágio, onde se destacam o objetivo, os métodos, os resultados e as conclusões mais importantes. O resumo deve ter uma descrição rápida e clara do conteúdo e das conclusões do relatório, não ultrapassando 500 palavras.
 Evitar o uso de parágrafos no meio do resumo.
 Evitar citações bibliográficas.
 Dar preferência ao uso da 3ª pessoa e verbo na voz ativa.

7. SUMÁRIO
Elemento obrigatório, deve ser centralizado. Consiste na enumeração das principais divisões, seções e outras partes do relatório, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede, acompanhado do respectivo número da página. Os capítulos devem ser enumerados em algarismos arábicos, a partir da Introdução até as Referências Bibliográficas.

8. INTRODUÇÃO
Parte inicial do relatório. Deve conter a delimitação do assunto tratado, objetivos do relatório e outros elementos necessários ao assunto. Colocar as citações bibliográficas como na introdução de exemplo. Mínimo de duas páginas. O(s) objetivo(s) deve(m) estar situado(s) no último parágrafo da Introdução, sendo apresentado(s), normalmente, com a utilização de verbos, pois estes expressam ação.

9. CARACTERIZAÇÃO DO LABORATÓRIO/EMPRESA:
 Nome da empresa onde o estágio foi realizado, CNPJ, nome do proprietário, data de fundação, endereço, tipo de empresa, número de autorização de funcionamento do Ministério da Saúde.
 Quem foi o supervisor responsável pela supervisão do estágio, seu registro no Conselho Profissional, sua função dentro da empresa, tempo de permanência diária no setor ou na empresa.
 Se o estágio foi na área hospitalar: - número de leitos, se público / privado, se filantrópico / lucrativo / não lucrativo / beneficente, se geral / especializado, estrutura, se aberto / fechado.
 Descrever a área física do local.
 Tipos de mobiliário e utensílios presentes na empresa.
 Número de funcionários, com suas respectivas funções.
 Limpeza do local.

10. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO:
 Data do início e término do estágio.Tempo de permanência diária. Descrição do setor onde o estágio foi realizado.
 Sugestões para a melhoria do setor ou do bom desempenho da profissão;
 Convivência com o quadro de pessoa;
 Se durante o estágio foi realizado algum tipo de orientação;
 Se a empresa tem convênio com outras instituições ou outras empresas e quais são elas.
 Bibliografias utilizadas no local do estágio;
 Se durante o período do estágio ocorreu a visita da Vigilância Sanitária ou da CNEN;
 Se houve iniciativa da parte do estagiário, demonstrando conhecimento e interesse;
 Tipo de paramentação ou vestuário e EPIs exigidos pela empresa durante a realização do estágio;
 Se o estagiário respeitou as regras de proteção radiológica pessoal e para os demais ocupantes do setor, incluindo pacientes.

11. CONCLUSÃO
Parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses. Estas devem ser baseadas somente nos fatos comprovados e pesquisados pelo estagiário, contendo deduções lógicas e correspondentes, em um número igual ou superior aos objetivos propostos. Dificuldades e vantagens da realização do estágio.

12. SUGESTÕES
Sugestões do estagiário para os futuros graduandos da Faculdade de Tecnologia em Radiologia.

13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Elemento obrigatório. Consiste em um conjunto padronizado de elementos descritos e retirados de um documento, que permite sua identificação individual, conforme NBR 6023 (2002).

14. ANEXOS
Elemento opcional. Consiste em um texto ou documento não elaborado pelo estagiário, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração. Fotos do estagiário no setor, planta física da Empresa ou Laboratório e outros.

15. DESENVOLVIMENTO DO RELATÓRIO:

1 INTRODUÇÃO
1.1 CARACTERIZAÇÃO DO LABORATÓRIO / EMPRESA
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO
3. CONCLUSÃO
4. SUGESTÕES
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
6. ANEXOS


DICAS E COMO FAZER SEU TRABALHO
DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC
DICAS DO PROFESSOR
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TCC - Passo a Passo
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TCC - Apresentação Gráfica
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Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III